segunda-feira, 2 de abril de 2018

Não somos perdedores!

Aprovado em computação é um dos 488 alunos com autismo nas universidades do Brasil: 'não somos perdedores'
Júnior do Nascimento é um dos 233 estudantes com Síndrome de Asperger que chegam ao ensino superior; outros 255 matriculados têm o chamado ‘autismo clássico’. País tem mais de 8 milhões de universitários.




 Por Luiza Tenente, G1
02/04/2018 05h00  Atualizado há 30 minutos

Júnior foi aprovado em ciência da computação. (Foto: Arquivo pessoal)
Entre os mais de 8 milhões de alunos matriculados em universidades brasileiras, 488 têm o transtorno do espectro autista (TEA). Desses, 212 estão em instituições de ensino públicas e 276, em privadas. Um dos representantes do grupo é Júnior do Nascimento, de 25 anos, que foi aprovado em ciência da computação em 2018.
No Dia da Conscientização do Autismo, o jovem conta como é ter dificuldades de socialização e, ainda assim, conseguir chegar ao ensino superior – em salas de aula cheias e barulhentas, tão incômodas a alguém com TEA. Ele relata que a terapia, os professores da escola e a família fizeram com que não enxergasse o transtorno como um impedimento para ter uma profissão.
Estudantes com transtorno do espectro autista em universidades públicas e privadas
Universidades públicas: 43,44 %Universidades particulares: 56,56 %


Fonte: Censo de Educação Superior 2016 (Inep)
Autismo: um mundo de extremos
A nomenclatura mais moderna, de acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais, é mesmo a sigla “TEA”. “É um imenso guarda-chuva que inclui pessoas em diferentes condições. Em um extremo, há pacientes com desenvolvimento avançado, mas com dificuldades de interação social, e em outro, aqueles que podem não desenvolver a fala, por exemplo”, explica o professor Celso Goyos, da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar).
A pediatra e blogueira do G1 Ana Escobar diz, na coluna publicada nesta segunda-feira (2), que o TEA, como o próprio nome aponta, é um "espectro." Isso significa que várias condições ligadas ao autismo foram englobadas em um único diagnóstico.
Dos alunos de universidades brasileiras com TEA, 255 deles têm sintomas do chamado “autismo clássico”, que costuma ser diagnosticado por volta dos 3 anos de idade. Entre os sinais mais comuns desse quadro, podem estar:
dificuldade em interação social, como não olhar para o interlocutor ou manter uma distância grande dele;
não compartilhar interesses e experiências com os outros;
não reagir a emoções, como por exemplo a criança que vê que a mãe se machucou, mas não faz carícias ou dá beijo para consolá-la;
fazer movimentos repetitivos;
não desenvolver a linguagem oral ou apenas repetir frases ouvidas;
necessitar de uma rotina muito inflexível, sem mudanças em caminhos para a escola ou ordem de compromissos na semana.
No outro extremo, chamado Síndrome de Asperger, estão 233 alunos – dentre eles, Júnior. Nesses casos, o desenvolvimento da linguagem pode até ser equivalente ao da média das crianças. Mas há sinais como:
desinteresse em compartilhar gostos;
dificuldade em socialização;
falta de empatia ou de ter reações em grupo;
interesse por assuntos muito específicos;
comportamento repetitivo;
sensibilidade alta ou baixa nos 5 sentidos (como irritação em ambientes barulhentos).
O professor da Ufscar explica que nem todos os alunos com TEA têm condições de chegar ao ensino superior. Mas que é possível dirigir esforços para isso. “O espectro é muito amplo. Mesmo sabendo que um paciente talvez não consiga ir à universidade, precisamos dar a condição de ele atingir seu desempenho máximo”, explica.
“Sabemos que há tratamentos eficazes e terapias precoces. Tudo deve começar assim que os primeiros sintomas forem percebidos. Se a criança for submetida a uma intervenção de qualidade, com profissionais qualificados, pode ter bons resultados”, explica.
Ele complementa dizendo que, além da terapia, é importante também que a escola e família estejam presentes na busca pela inclusão.
Alunos com transtorno do espectro autista no ensino superior
Autismo 'clássico': 255Síndrome de Asperger: 233
Fonte: Censo de Educação Superior 2016 (Inep)
‘Eu vejo as pessoas como computadores. Só assim consigo entendê-las’
Júnior conta que tem dificuldades em interação social. “Quando estou com uma pessoa apenas, consigo colocar minhas ideias em ordem. Mas em grupo, tenho mais problemas”, diz. “Com anos de terapia, consigo conversar olhando nos olhos de alguém. Eu ficava observando meus colegas na escola para entender como eles funcionavam. Tento decifrar os gestos dos seres humanos de forma técnica, como se a gente fosse um algoritmo”, conclui.

Estudante conta que lidar com trabalhos em grupo e salas barulhentas são obstáculos para alguém com TEA. (Foto: Arquivo pessoal)
O jovem relata que nunca conseguiu fazer amigos – apenas laços de amizade provisórios, de acordo com o ciclo social que está frequentando. “Eu achava que era frieza minha. Mas vejo hoje que não sei ler a linguagem corporal das pessoas e que isso não é um problema. Se eu fosse ator, tudo bem, me atrapalharia. Mas não vou ficar focando no que não é da minha natureza. Vou me dedicar ao que sou bom”, diz.
E ele é bom em informática, em programação, em cálculos. Estudou em escola pública no interior do Paraná e depois, morando no Rio de Janeiro, foi aprovado em arquitetura na PUC-Rio e na Universidade Santa Úrsula.
“Gosto de arte, mas não é minha área. Então desisti e, por recomendação da minha terapeuta, fui fazer teatro”, conta. Era uma tentativa de compreender melhor como as pessoas se relacionam e se portam em público. Por um ano e meio, enfrentou o desafio.
Ainda perseguindo o sonho de atuar na área da informática, Júnior pesquisou sobre o mercado de trabalho e descobriu que não haveria profissionais capacitados para atender à demanda. “Decidi que ciência da computação tinha tudo a ver comigo. Entrei no cursinho, mas quase não fui às aulas. Paguei o curso para o ter material. Aí preferia fazer aulas particulares em casa. As salas lotadas e barulhentas me incomodavam”, lembra.
‘Não me acostumei ainda’
Júnior foi aprovado, no início de 2018, na Universidade Presbiteriana Mackenzie, instituição de ensino privada em São Paulo. Ele preferiu não declarar, no vestibular, que tem TEA. “Não fico comentando com as pessoas porque não tenho nenhum prejuízo cognitivo. Mas já conversei com um professor porque tenho dificuldade de fazer trabalho em grupo. Prefiro fazer sozinho”, conta.
Ele conta que está animado com o curso, apesar dos desafios. “Gosto muito de tecnologia e computação é o futuro. Posso trabalhar em qualquer lugar se souber programar. E é algo totalmente lógico. Tenho dificuldade de entender o que é mais abstrato”, diz.
“É difícil porque as pessoas fazem barulho na sala e sou sensível a sons. Mas sei que os alunos gostam de se relacionar. Então penso que é passageiro, para não me incomodar”, afirma. “Eu, por enquanto, não falei com ninguém. Só um ‘bom dia’ ou ‘boa tarde”, conta, rindo.

Júnior diz que programação é o futuro no mercado de trabalho. (Foto: Arquivo pessoal)
‘Um passo de cada vez’
Ele ainda não conseguiu estabelecer uma rotina na universidade – o espaço é amplo e ele quer escolher sempre o mesmo portão por onde entrar.
Quando chega em casa, onde mora sozinho, pode seguir seu ritual. Almoça – em geral, o mesmo prato durante um mês. À tarde, Júnior trabalha como analista de inteligência de mercado na empresa do pai. Depois, vai à academia e à terapia. “À noite, medito. Aprendi na internet", diz.
Nos intervalos, o jovem estuda assuntos específicos com profundidade – uma das características da Síndrome de Asperger. “Por um mês, leio tudo o que é possível sobre o tema do momento. Já fiz isso sobre a Bíblia, sobre os egípcios. Agora é sobre cosmologia”, conta.
Ele sonha em se formar e abrir uma empresa de educação que use a tecnologia como pilar do ensino. “Mas é um passo de cada vez.”
‘Conselhos? Não sou péssimo’
Júnior diz que é péssimo em dar conselhos. Mas se contradiz ao saber exatamente o que dizer a famílias de pessoas com autismo. “Não somos perdedores. Pesquisem o que é o transtorno e vejam a pessoa como alguém que pode vencer obstáculos. Precisa ver o outro lado da moeda. Não dá para enxergar o autismo e esquecer que tem um ser humano ali”, diz. “Veja o quanto ela pode aprender. Só ver defeitos dificulta muito a evolução.”
UFSCAR

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

E como vai ser fora do muro da escola?

E como vai ser fora do muro da escola?

Recentemente, foi veiculada uma reportagem que me deixou estarrecida … melhor dizendo, entristecida. Um grupo de WhatsApp de mães comemorou a expulsão de uma criança com Síndrome de Asperger da escola. Segundo mães do grupo, a criança “perturbava” o bom andamento das aulas. Ou seja, consideravam que seus filhos estavam sendo prejudicados pela presença de uma criança com deficiência num mesmo ambiente escolar.
O primeiro pensamento foi o de considerar o absurdo da situação: mães comemorando a exclusão de alguém da escola, de alguém diferente, que não se encaixava no padrão, que “incomodava”?! Como assim? Outra coisa: a “queixa” era das crianças ou das mães? Muitas vezes, as crianças lidam com as situações de uma maneira muito melhor do que nós, adultos.
Mas vamos por partes… é preciso, inicialmente, pensar o papel da escola! Ela só deve se preocupar com o conteúdo? E seus valores? Não são também eles que influenciam a escolha por nós, pais, da escola de nossos rebentos? Quando colocamos nossos filhos na escola, não pretendemos também que eles se socializem, que aprendam a se relacionar com seus pares e com outras pessoas? Então, convenhamos: não são apenas matérias, como matemática, física ou química que devem ser ensinadas numa escola; é lá, onde passam grande parte de seu tempo, que nossos filhos devem aprender a conviver em sociedade. E, sem dúvida, todos nós queremos uma sociedade mais justa e solidária. Ora, mas a regra não vale na escola? Justiça e solidariedade da porta da escola pra fora?
Fico pensando, ainda, na postura da escola – expulsar o “inconveniente” e ceder às pressões da maioria (ou mesmo, de uma minoria mais ruidosa) é mais fácil do que educar alguém “fora do padrão”. É esse o papel da escola? É essa a postura que se espera de um educador? Imagino que a expulsão tenha sido o dito “último recurso”. Mas, me pergunto, teria sido mesmo? Não teria sido possível trabalhar com todos os envolvidos para chegar a uma outra solução? Não poderia ter sido a questão mediada de outra forma?
Penso, também, na criança e na sua família. Ah, muitos poderiam dizer: ele está no espectro do transtorno autista e, como tal, “não é capaz de sentir”. Pois eu te digo: você tem certeza disso? Como saber o que ela sente? Aliás, como saber o que se passa com o outro, qualquer que seja ele? Julgamos que sabemos o estado de espírito das pessoas ao nosso redor, mas quantas vezes nos damos conta, às vezes tardiamente, que as aparências enganam e que o que foi dito ou feito não reflete o que o outro sente?
Então, aquela criança que foi expulsa pode, sim, sentir! Aliás, te afirmo: aquela criança sente, sim! Talvez, diante do fato – expulsão – não tenha tido a possibilidade de expressar a tristeza ou a raiva como a maioria das pessoas, mas esta criança é uma pessoa e merece ser tratada com toda a dignidade que dispensamos ou deveríamos dispensar às demais.
E a família? Quantas e quantas vezes portas lhe foram fechadas? Quantos “nãos” e “sinto muito” já ouviram? A criança foi expulsa e aí? Para onde vai? Em qual outra escola poderá estudar? E começa a luta pela matrícula numa escola que “aceite” criança com deficiência … e, ainda mais, depois de uma expulsão? Te parece fácil? Pois é…
O que este grupo de mães não sabe é que o convívio com crianças com deficiência é uma oportunidade para seus filhos, dentre outras coisas, aprenderem o que se chama de competitividade solidária – todos ganham! É isso mesmo: num ambiente escolar em que há diversidade, todos ganham!
Atrás-do-muro
DESCRIÇÃO DA IMAGEM: a ilustração mostra uma menina de frente ara um muro olhando para outra menina (debruçada) do outro lado do muro
Quem “sabe mais”, seja ele professor, colega de turma, merendeira, porteiro ou coordenador, tem que usar a criatividade para ensinar quem “sabe menos”, seja ele uma criança com desenvolvimento típico ou com deficiência. Aliás, seja ele outro professor, colega de turma, merendeira, porteiro ou coordenador … Será necessário ensinar de uma outra forma, usar outro método, outros recursos, pensar novas possibilidades … em resumo, todos teremos que pensar “fora da caixa” – expressão tão batida, mas tão valorizada, por exemplo, no mercado de trabalho. E, assim, aprendemos todos!
Mas pensar “fora da caixa” exige que esperemos mais da escola. Requer que nossos filhos sejam desafiados de todas as maneiras possíveis, por todos os demais alunos – tenham deficiência ou não. Talvez essas famílias, que exigiram a expulsão de um aluno, não se deram conta de que, fora dos muros desta escola, seus filhos não poderão eliminar as pessoas. Em vez disso, terão de aprender a conviver com elas.  (Flavia Parente)

domingo, 2 de julho de 2017

Dez coisas que uma mãe de autista gostaria que você soubesse.

1. Eu estou cansada. Eu vivo cansada. Não, isso não é “coisa de mãe”. Uma pesquisa recente mostrou que mães de crianças autistas experimentam um stress equivalente ao de um soldado em combate. Isso não é pouca coisa. E, por mais que uma criança típica dê trabalho, não é nem um pouco comparável.
2. Claro que eu espero que você convide o meu filho para o aniversário do seu. Mas espero que você entenda se não formos. Sair com uma criança autista para um local que ela não está habituada é fonte de muito stress. E não é todo dia que estamos dispostos a encarar esse desafio. Correr atrás do meu filho 90% do tempo para evitar que ele passe na frente da fila do brinquedo, acabe com os brigadeiros da mesa antes da hora, jogue coisas caras no chão ou tire a calça no meio do salão é bem cansativo. Fazer tudo isso sob os olhares de reprovação de outros pais que não sabem o que acontece é, muitas vezes, massacrante.
3. Minha vida não é o que eu sonhei. Muitos sonhos foram para o lixo. Mas eu tento fazer o melhor que posso com isso toda vez que levanto da cama a cada dia. Alguns dias são mais difíceis que outros. Alguns dias, esses sonhos perdidos vêm me assombrar à noite. Se você me conhece bem, vai saber quando isso acontecer.
4. Eu tenho MUITO medo de morrer. Um medo que, muitas vezes, me impede até de falar no assunto. Isso acontece porque meu filho pode nunca vir a ser independente. E não sei como ele ficará na minha ausência. Não sei como ele entenderá uma partida súbita. Não sei se terão com ele o amor que eu tenho, a paciência que eu tenho. Não sei se interpretarão seus barulhinhos e traduzirão em palavras como eu consigo fazer. Não sei quem cuidará dele até que ele também se vá. Essa é a maior angústia de qualquer pai ou mãe de criança com deficiência.
5. Eu sinto que você nunca vai entender o que se passa comigo. Por mais que tente. Por mais que tenha boa vontade. Independente da sua proximidade comigo, só quem mora dentro da minha casa 24 horas por dia sabe como é, quais os sentimentos, o que se passa. Portanto, tente não julgar.
6. Eu não sou especial. Na verdade, eu não tive escolha. Eu amo meu filho acima de tudo. Mas eu também perco a paciência com ele, eu também me sinto a pior mãe do mundo, eu não sei sempre o que fazer, e tem dias em que tudo o que eu gostaria é de uma passagem sozinha para o outro lado do mundo.
7. Eu me preocupo constantemente com o tempo que passa. Com meu filho que cresce. Hoje, ele é uma criança bonita, e isso traz empatia e consideração de muita gente. Amanhã, ele será um adulto. E muitas coisas que ele faz passarão de engraçadinhas a absurdamente inadequadas. E não sei se as pessoas serão tão condescendentes com isso. Muito provavelmente, não serão.
8. Sim, vou ter inveja quando você estiver realizando um sonho que eu não pude (como ter um segundo filho, por exemplo). Mas eu vou sempre lutar para que esse sentimento vá embora logo, para que não envenene o resto e, muito menos, se transforme em amargura.
9. Sua amizade é muito importante pra mim porque é um link com a “vida real”. Muitas vezes, sinto que vou me afogar nesse mar de assunto único, nesse universo de pessoas que só falam o mesmo. Esse mar e esse universo me são necessários muitas vezes, mas tem horas em que tudo que eu quero é respirar ar fresco. E é aí que você me salva com seus assuntos diferentes, sua vida trivial, suas atividades corriqueiras. Você é mais importante pra mim do que imagina!
10. Eu não preciso que você sinta pena de mim ou do meu filho. Preciso que você entenda, aceite e ame o meu filho. Preciso que você esteja ali pra quando eu precisar. Nem que seja pra ouvir uma hora de mimimi no telefone.  Retirado do site a lagarta vira tupa

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Como acalmar uma pessoa com autismo

Como Acalmar uma Pessoa com Autismo 

Muitas vezes, as pessoas autistas podem ter colapsos, desligamentos ou ataques de nervos se ficarem chateadas ou sobrecarregadas. Se você estiver com elas, é importante saber o que fazer para acalmá-las.Não 

PassosEditar

  1. Imagem intitulada Calm Down a Person with Autism Step 1
    1
    Se a pessoa for comunicativa, pergunte-lhe o que está incomodando. Se for um anúncio publicitário na televisão ou um ruído alto, leve-a para longe da área (para algum lugar tranquilo).
    • Durante uma sobrecarga sensorial grave, as pessoas normais podem repentinamente perder a capacidade de falar. Isso ocorre devido a uma forte super-estimulação e passa com o tempo de relaxamento. Se alguém perdeu a capacidade de falar, faça apenas perguntas de sim e não que eles possam responder com gestos com a cabeça.
  2. Imagem intitulada Calm Down a Person with Autism Step 2
    2
    Desligue qualquer televisão, música etc. e evite o uso de toque leve. Muitas vezes, as pessoas autistas têm problemas com coisas sensoriais. Elas ouvem, sentem e veem as coisas muito mais intensamente do que os outros. É como se o volume para tudo tivesse sido aumentado.
  3. Imagem intitulada Calm Down a Person with Autism Step 3
    3
    Ofereça uma massagem. Muitos autistas são beneficiados pelas massagens terapêuticas. Ajude-os em uma posição confortável, aperte delicadamente suas têmporas, massageie os ombros, esfregue as costas ou os pés. Mantenha seus movimentos suaves, relaxantes e cuidadosos.
  4. 4
    Não tente evitar os movimentos repetitivos. Esses movimentos são mecanismos calmantes para os autistas. Alguns exemplos incluem: agitar as mãos, estalar os dedos e balançar o corpo para frente e para trás. Esses movimentos repetitivos podem ajudar a prevenir ou reduzir os sintomas de colapso. No entanto, se a pessoa estiver machucando a si mesma (por exemplo, bantendo os punhos sobre as coisas, batendo a cabeça contra a parede, etc.), então faça o seu melhor para fazê-la parar com isso. A distração é preferível sobre a restrição, uma vez que é menos provável de machucá-las.
  5. Imagem intitulada Calm Down a Person with Autism Step 4
    5
    Ofereça-se para aplicar uma leve pressão sobre o corpo da pessoa. Se ela estiver sentada, fique atrás dela e cruze os braços sobre o peito dela. Coloque sua cabeça ao lado da dela e encoste suas bochechas. Aperte a pessoa com força, perguntando se ela quer que você aperte com mais ou menos força. O nome disso é pressão profunda, e deve ajudar com que ela se sinta melhor.
  6. Imagem intitulada Calm Down a Person with Autism Step 5
    6
    Se ela estiver se debatendo ou sacudindo o corpo, retire quaisquer objetos que possam machucá-las do caminho.Proteja a cabeça dela colocando-a no seu colo ou colocando um travesseiro debaixo dela.
  7. Imagem intitulada Calm Down a Person with Autism Step 6
    7
    Se ela não tiver problemas com contato físico, toque-a. Abrace-a, esfregue os ombros dela e demonstre afeto. Isso pode ajudá-la a se acalmar. Se ela disser que não quer ser tocada, não leve para o lado pessoal; ela simplesmente não consegue lidar com contato físico naquele momento.
  8. Imagem intitulada Calm Down a Person with Autism Step 7
    8
    Remova qualquer roupa desconfortável. Lenços, blusas ou laços podem estar piorando o desconforto da pessoa autista. Pergunte primeiro, uma vez que o movimento pode piorar a sobrecarga sensorial.
  9. Imagem intitulada Calm Down a Person with Autism Step 8
    9
    Se puder, carregue ou escolte a pessoa para um lugar tranquilo. Se não conseguir fazer isso, incentive as outras pessoas que estão no cômodo a saírem. Explique que a pessoa autista está com dificuldade em lidar com ruídos e movimentos inesperados no momento, e que ela ficaria feliz em voltar depois.
  10. Imagem intitulada Calm Down a Person with Autism Step 9
    10
    Se a situação se agravar, peça ajuda. Os pais, professores e enfermeiros podem saber como ajudar. Eles podem ser capazes de oferecer uma visão distinta sobre as necessidades específicas da pessoa autista. Apenas chame a polícia sob circunstâncias extremas, pois eles podem usar força excessiva e até matar o autista.
    Ad

DicasEditar

  • Mesmo que a pessoa autista não seja comunicativa, você pode falar com ela. Tranquilize-a e fale com ela em tons suaves. Isso pode ajudá-la a se acalmar.
  • Mantenha a calma. Se você ficar calmo, é mais provável que ela também se acalme.
  • A tranquilização verbal pode ajudar, no entanto, se isso não estiver tendo efeito, pare de falar e fique parado.
  • Isole todas as solicitações e comandos, visto que muitas vezes a angústia é resultado de uma sobrecarga de estímulos. É por isso que um cômodo silencioso (quando disponível) pode ser tão eficaz.
  • Fique com a pessoa depois de ela ter um colapso ou um ataque de nervos. Supervisione-a, ela pode estar se sentindo cansada e/ou chateada. Saia de perto se ela pedir e caso tenha idade suficiente para ficar sozinha.
  • Verifique sua roupa antes de tentar abraçar a pessoa para tranquilizá-la. Algumas pessoas odeiam a sensação de certos tecidos, como algodão, flanela ou lã, o que pode agravar o problema que ela está enfrentando. Se a pessoa enrijecer ou se afastar, solte-a.
  • Tente não se assustar com um colapso. Trate a pessoa como qualquer outra que está chateada.
  • Tente carregar a criança em seus ombros ou nos seus braços. Isso pode ser muito calmante e também evita que ela se coloque inadvertidamente em uma situação perigosa.

AvisosEditar

  • Os ataques de nervos/colapsos nunca são uma forma de chamar atenção. Não trate isso como uma simples birra. Eles são extremamente difíceis de controlar, e muitas vezes fazem com que a pessoa autista se sinta constrangida ou com remorso.
  • Não repreenda a pessoa por ter um colapso. Embora ela provavelmente saiba que esse tipo de comportamento não é aceito em público, um colapso normalmente é o limite do acúmulo de estresse e não pode ser controlado.
  • Nunca deixe a pessoa sozinha, a menos que esteja em um ambiente seguro e familiar.
  • Nunca grite com ela. Lembre-se, ela é autista, então essa pode ser a única forma de expressar desconforto.
  • Nunca bata nela.

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segunda-feira, 11 de julho de 2016

Visualizar como página web
FOI LANÇADO O PRIMEIRO APLICATIVO CRIADO NO BRASIL, FOCADO NO APRENDIZADO DE CRIANÇAS AUTISTAS!
O “Junta Junta” é o nome do primeiro aplicativo brasileiro criado com base no método ABA. Este, tem o objetivo de desenvolver as habilidades que são pré-requisitos para alfabetização. Nele, estão disponíveis alguns jogos que aplicam os conceitos e procedimentos comportamentais. 

STF VALIDA NORMA QUE PROÍBE ESCOLAS DE RECUSAR ALUNOS COM DEFICIÊNCIA

Por maioria de votos, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu validar normas do Estatuto da Pessoa com Deficiência, questionadas pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen). 
MARINA ALCKMIN PARTICIPOU DE UM BATE PAPO NO QUADRO ENTRE NÓS, DO GRUPO GRADUAL
Mariana Alckmin é fisioterapeuta e mãe de gêmeos autistas. O diagnóstico de seus filhos se deu quando tinham 1 ano e 6 meses de vida, por algumas suspeitas dos avós. Logo ela começou o tratamento de Gabriel e Daniel, que segue até hoje, com 6 anos de idade.

 
DIA MUNDIAL DO ORGULHO AUTISTA
Para celebrar o Dia Mundial do Orgulho Autista, Fernando Cotta, presidente da ONG Movimento Orgulho Autista Brasil (MOAB), participou de um bate papo com a Revista Brasília. Ele falou sobre as conquistas dos autistas e pontos que ainda precisam ser vistos.


INSTITUTO APAE PROMOVE CURSO SOBRE O DIAGNÓSTICO DO TEA
Com foco nos profissionais da área da educação e saúde, o Instituto APAE está promovendo o curso "Transtorno do Espectro Autista: do diagnóstico à intervenção baseada em evidência". 


Confira também nossos E-books gratuitos:
  
Para fornecer aos pais estratégias para melhorar o sono dos seus filhos afetados com transtornos do espectro do autismo (TEA). Muitas crianças com TEA têm dificuldade para dormir. Isso pode ser estressante para as crianças e para suas famílias. As sugestões neste livreto são baseadas em pesquisas e na experiência clínica de especialistas no sono. Estas estratégias são para crianças de todas as idades, incluindo adolescentes, mas algumas das sugestões (como evitar cochilos) são direcionadas a crianças mais velhas que não precisam mais de cochilos.

A Autismo & Realidade apresenta a Cartilha “Autismo: Uma Realidade”, desenvolvida em parceria com o cartunista Ziraldo, a partir de uma sugestão do Prof. Alysson Muotri, para uma conversa dirigida a professores, pais e profissionais de saúde, visando identificar e encaminhar o aluno para o possível diagnóstico de autismo, bem como sua conduta em sala de aula.


  
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